."A vida sem indústria é culpa, sem arte é brutalidade".

Ser designer é... ser responsável. É sentir que colabora na construção do mundo.
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Design, os primeiros passos (II)

  René Lalique  (1860-1945)
França, c. 1903-1904

Diadema- orquídeas
Marfim, chifre, ouro e topázio
18 x 16 cm

 

Os primeiros passos.

 

  Os movimentos, estilos ou correntes, surgidos após a Revolução Industrial, seguiram dois caminhos: O retorno ao passado de modo a substituir os produtos industriais e de baixa qualidade por produtos de qualidade feitos por artesãos de qualidade, e, por outro lado, a promoção da forma e da moda dos produtos industriais, de modo a torná-los modernos, duráveis e belos, associando a forma dos produtos, a requisitos de uso, assim como aos factores da produção industrial.

 Mies Van der Rohe   (1886-1969)

Alemanha, c. 1929

Cadeira-Brno

Metal cromado e pele

 

A forma segue a função...

  Os aspectos morais e sociais da produção em série também levaram a uma noção estética do design que se afirmou, especialmente, através do funcionalismo.

   Os defensores do funcionalismo e do modernismo, propuseram uma linguagem formal simples e geométrica, com novos materiais de modo a produzir objectos de qualidade, duráveis e baratos, tal como era necessário para uma reforma social. Assumindo assim que a forma de um objecto devia seguir a sua função, sem incluir qualquer espécie de ornamentação supérflua, de acordo com as condicionantes industriais da produção que exigem a estandardização .

 

   "Até um passado recente, a teoria do funcionalismo ditava quase exclusivamente a definição estética do design industrial oficial." in Thomas Hauffe , Design a concise history )

 

A história do design.

Quando falamos na história do design, referimo-nos normalmente não só ao desenvolvimento técnico, económico e social, mas também aos aspectos psicológicos, culturais e ecológicos. A história do design não é só uma cronologia dos objectos e da sua evolução, mas um registo das formas de vida, porque a relação do ser humano com os objectos que produz e usa, reflecte, em particular no séc. XX, um largo segmento da história cultural da nossa civilização.

 

 

banda sonora: George Gershwin: Rapsodhy in blue
publicado por soloquente às 22:24
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Funcionalismo, um estilo internacional

" Funcional (isto é que responde a uma função) foi uma expressão que veio designar o sistema de construção em que o emprego de um material segue sempre de perto as necessidades económicas e técnicas para atingir um resultado artístico. Ao dizer arquitectura funcional  pretende-se, portanto, indicar aquela arquitectura que consegue ou se esforça por conseguir unir o útil e o belo, aquela que não aspira apenas ao belo descurando o útil e vice-versa. Toda uma estética arquitectónica se baseou em tal princípio, muitas vezes (como teremos oportunidade de constatar) excessivo e em nome do qual se viria a negar toda a razão de ser aos elementos (ornamentais, decorativos) estranhos à estética do edifício, corroborando o puritanismo do primeiro racionalismo segundo o qual a ornamentação de qualquer natureza era considerada uma praga em todas as construções. Um tal conceito de «funcionalidade» fora logicamente menos sentido em épocas anteriores, quando as necessidades sociais, higiénicas e económicas se não sentiam também com tanta urgência; por isso, a funcionalidade, [por exemplo] do castelo, do palácio ou do templo era mais psicológica do que económica ou técnica. Mas com a aproximação da época moderna e com o agonizar da sociedade feudal, muitos edíficios que no passado haviam tido a sua eficiência acabariam por a perder. Assim desaparecia o castelo, a residência do rei e se limitava a importância fundamental da igreja, enquantonnogvos eddifícios «monumentais» (estações de caminho de ferro, fábricas, estádios,  hangares , arranha- céus) se viam quase todos intimimamente ligados a uma finalidade mais prática do que representativa. (...) Com o advento, portanto de uma época onde predominava o elemento mecânico e económico, a funcionalidade arquitectónicavivia cada vez mais «em função» do material utilizado e não é por acaso que que o primeiro grande arquitecto modeno da América Louis Sullivan, exprime na famosa frase «form follows function» um princípio que haveria de influenciar durante várias décadas a nova estética arquitectónica." *

* DORFLES; Gillo, A arquitectura moderna, (1971). Edições 70.
 
  Ver também: LOOS; Adolf , Ornamento e crime.
publicado por soloquente às 18:06
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Moda e novas tendências ou as embalagens de autor.

  É possível confundir design com styling, sobretudo numa sociedade consumista, muito conservadora e mal informada, onde a aparência e mesmo a falsa aparência está sobrevalorizada (a propósito de embalagens de sumos "vestidas", recentemente, por estilistas nacionais)

  "Por design podemos entender, toda a actividade que tende a transformar, as ideias para satisfação de um determinado grupo, em produto de possível fabricação industrial. Que o conceito de design seja com frequência causa de confusão, isso é resultado de não estar estabelecido com suficiente clareza o que se quer significar com esse termo.  

  Consultando um dicionário podemos encontrar também diversas acepções:   

  Design  = Projecto, plano, esboço, desenho, croquis, construção, etc...

  Daqui podemos deduzir que o design é, às vezes uma ideia, um projecto ou um plano, para a solução de um problema determinado. Quer dizer, uma racionalização, um processo intelectual..."na realidade uma metodologia.

 * Löbach; Bernd, Diseño Industrial. Editora GG.

 

publicado por soloquente às 10:17
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Styling e produto industrial

Da discussão possível, sobre o que é, ou não é design (...). "Não se deve retirar a conclusão de que todo o design industrial do capitalismo avançado seja styling , mas é no styling que o arquétipo do design industrial capitalista tem a maior expressão. As considerações moralistas sobre o styling não vão ao âmago da questão. O styling não é um assunto moral." E seria igualmente errado limitar o conceito à identificação de determinadas formas. A dimensão social e económica do styling é bem mais importante: "inequivocamente reflecte os interesses do capitalismo avançado (...) [O designer é frequentemente colocado a par daquele que fabrica invólucros.] A verdade do design industrial capitalista é o styling."

 

 

A propósito deste tema um óptimo vídeo cuja referência foi obtida num artigo de jornal: Ecologia de ponta na Califórnia, de Agnès Sinaï -"Le Monde diplomatique", Julho 2009, pág. 21.

 

Clique em: 

 

http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303

 


 

 O Streamlining...

 

 

 Ford-1954 (concept car)

 Ford-1958 (Ford-X 2000) Ford-1962 (Seattle-2)

 GM- (Firebird-II)

 Ford-1962 (Ford-Maxima)

 

 

 

publicado por soloquente às 09:48
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Fichas de análise de objectos.

 Se um designer quiser dar conta da razão de ser das coisas, do porquê de as coisas serem aquilo que são, deve examiná-las sob todos os aspectos possíveis.
 Será talvez importante, para apoio dos alunos de teoria de design e de estudantes de design, com o objectivo de desenvolver uma consciência crítica relativamente aos objectos industriais, confrontar diferentes metodologias de análise:

# 1 Ficha de_ MALDONADO; Tomás
Nome do objecto: nem sempre um objecto tem o nome correcto. Por vezes o nome é difícil de lembrar, por vezes recorda-se o nome mas não o objecto, por vezes o público atribui ao objecto um nome diferente...

Autor: o nome do autor pode ser útil para analisar o objecto.

Produtor: o nome do produtor é muitas vezes garantia de um bom produto, quando a produção desse industrial for reconhecida como válida. (Continua...)
publicado por soloquente às 09:24
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