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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Da carta de Belgrado

Desde as primeiras tentativas, de industriais e políticos, para encontrar soluções para os aspectos mais chocantes e negativos da industrialização que os cientistas procuram explicar o funcionamento dos ecossistemas.(*)

 Ao mesmo tempo o cidadão comum participa ou é confrontado com situações que exigem uma maior sensibilização das questões ambientais.

 

(*) (ver por exemplo: E. P. Odum em, Fundamentos da Ecologia,  edição da Fundação Calouste Gulbenkian).

 

 

Em 1970, num Workshop da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em Carson City, no Estado Americano do Nevada, é dada a primeira definição de Educação Ambiental: «...processo que consiste em reconhecer valores e clarificar conceitos com o objectivo de incrementar as atitudes necessárias para compreender e apreciar as inter-relações entre o Homem, a sua cultura e o meio biofísico.»

 

Em 1972 na Conferência Intergovernamental do Ambiente Humano em Estocolmo, Suécia, é feita uma recomendação sobre a educação ambiental e é decidida a criação do Programa de Ambiente das  Nações Unidas (UNEP).

 

[Em 1974 dá-se a «Revolução dos Cravos» em Portugal (lá voltaremos...).]

 

"Em 1975 no Workshop sobre Educação Ambiental em Belgrado (ex-Jugoslávia) é elaborada a «Carta de Belgrado» sobre educação ambiental e lançado o (IEEP)-Programa Internacional de Educação Ambiental da UNEP/UNESCO.

 

Da carta de Belgrado:

 

« O que nos falta é uma nova ética universal - uma ética dos indivíduos e das sociedades que corresponda ao lugar da humanidade na biosfera. uma ética que reconheça e reflicta vivamente as relações complexas, em contínua evolução, do ser humano com o seu semelhante e com a Natureza. Têm de produzir-se importantes transformações em todos os países do mundo para assegurar o tipo de desenvolvimento racional que se inspirará neste novo ideal mundial - transformações que serão baseadas numa repartição equitativa das reservas mundiais e numa  mais justa satisfação das necessidades de todos os países...

... É necessário pôr em questão as políticas que visam intensificar ao máximo a produção económica sem se importarem com as consequências sobre a sociedade e sobre a quantidade de recursos disponíveis,  com o objectivo de melhorar a qualidade de vida.

Antes que se possa reavaliar esta ordem de prioridades, milhões de indivíduos, deverão eles próprios, rever as suas opções pessoais, assumir uma «ética universal, pessoal e individualizada» e reflectir, no seu comportamento, um compromisso a favor da melhoria da qualidade do ambiente e da vida das gentes do mundo inteiro (...)

 

in Manual de Educação Ambiental, de J. A. Fernandes, 1983"

 

Dados extraídos de um manual de educação ambiental: CARAPETO, Cristina; "Educação Ambiental", UNIVERSIDADE ABERTA, 1998

 

 

 

 

 

publicado por soloquente às 13:01
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