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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Signo

     A nota dominante do signo linguístico, na opinião de Saussure, é a sua arbitrariedade (ou imotivação). Assim para este autor, não há motivo algum para que seja um certo signo acústico, e não outro qualquer, o que designa uma certa coisa; não há motivo para estabelecer-se uma relação evidente entre o significado e o significante. Pelo contrário: essa associação seria puramente convencional. O que parece certo. Embora a expressão “convencionalidade do signo linguístico”, proposta por outros linguistas seja talvez mais correcta e rigorosa que a palavra arbitrariedade (no sentido de aleatório, ou não sujeito a regras.), pois indica uma relação motivada pela necessidade, uma convenção portanto. É ainda lícito questionar se essa arbitrariedade de que fala Saussure, na realidade essa ausência de nexo, entre significante e significado, entre ideia, e imagem acústica que hoje dificilmente se encontra não terá existido em estádios mais antigos da linguagem, de que a situação específica das onomatopeias seria exemplo, embora realçando que mesmo nestes casos, estas diferem de língua para língua[1], revelando, talvez, o seu carácter essencialmente convencional.
     Não havendo, portanto «decalque» do real, na linguagem ou nas linguagens, o que nas disciplinas de expressão artistíca, ganha uma importância imensa, a língua dá-nos uma certa análise do real que depende das convenções do grupo social dos falantes. Enquanto o português distinguirá entre «amo-te» e «gosto de ti», o françês dirá apenas «je t'aime». Assim, é possível encontrar diversas afinidades entre as várias línguas, com algumas variantes ou mesmo excepções. Mas o que interessa salientar, é que todas utilizam códigos, artificiais (convencionados), para transmitir, o real, com o objectivo de o tornar inteligível. Tudo isto acontece no seio do código, graças à intervenção dos elementos e ingredientes do processo de comunicação. Que podemos, de acordo com Jakobson [2] esquematizar da seguinte forma:                                                                
                                                          

 

signos

 


 

 

   código

 

mensagem
 emissor receptor
canal


[1] Vejam-se as onomatopeias da banda desenhada: o riso espanhol, ou o ladrar de um cão inglês que na língua portuguesa, traduzem-se respectivamente por HÁ, há, ou Ão, ão…

[2] Ver capítulo: "Comunicação/Publicidade", pag. 97, do manual da disciplina.

publicado por soloquente às 16:03
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