Iniciamos aqui um novo ciclo. Talvez o título do post induza em erro, tanto melhor porque sempre lidei bem com a correcção de erros, na minha vida profissional e não só. Esse aspecto tem mesmo um papel importante em tudo o que faço. Não me importo de errar desde que tenha as ferramentas e o método ou talvez a sorte ou a humildade de corrigir os meus erros que com mais ou menos prazer e mais ou menos inteligência vou cometendo. Vamos lá então corrigir este erro. Não é portanto fim de ciclo, mas início de algo diferente.
Já agora, não resisto a indicar estes sites:
http://www.ted.com/index.php/talks/arthu
Cliquem!
Um exercício sobre a escrita do Sudoeste
Painel cerâmico
Painel cerâmico
Painel cerâmico "Representação do tempo I"
Através da construção de símbolos ou ideias, utilizando os sinais desta escrita e (associando estes, formando pictogramas), desenvolvi um conjunto de painéis a partir da ideia que esteve presente, sempre que observava os artefactos, dos tartessos, a da representação gráfica do tempo.
"Representação do tempo"
As disciplinas teóricas que têm como objecto de estudo a actividade humana e que utilizam conhecimentos daquilo a que estamos habituados a designar por ciências humanas, como a psicologia ou a antropologia, mas que também utilizam conhecimentos, das ciências cujos métodos conduzem a leis, formuláveis de maneira concisa, as quais se repetem invariavelmente, na relação dos fenómenos entre si, como a física. Que combinam conhecimentos matemáticos, com outras áreas como a ergonomia, ou as ciências da terra, ou até com as artes, a literatura, a pintura, etc. Não deixam de ser consideradas científicas por não conduzirem a leis e fórmulas imutáveis.
Por serem muitas vezes hesitantes na abordagem dos problemas que pretendem resolver, variadas nos métodos; tentando estabelecer com rigor e objectividade aproximações e correlações, entre o que é vário e mutável como o espírito humano, para combinar relações, por vezes ainda vagas e dispersas, não deixam de produzir resultados, muitas das vezes imprevistos que normalmente se enquadram naquilo que se designa por inovação e criatividade.
É assim a teoria do design.
Em sentido lato, é o conjunto das operações que são utilizadas para controlar um material ou para lhe conferir as qualidades apropriadas (que vão do nível microscópico ao macroscópico), conservando um equilíbrio pré-estabelecido entre os custos que podem suportar-se e os níveis de desempenho aceitáveis.
Campanha publicitária da agência McCann Erickson.
Das marcas dos impressores ao logotipo
A palavra logotipo surge da designação dada, por tipógrafos, aos conjuntos de caracteres (normalmente dois) que se reuniam dando origem a um novo tipo ou forma (logotipo de chumbo) com o desenho invertido que servia para a impressão de textos. Estes logotipos surgem, de acordo com alguns autores, provavelmente ligados aos caracteres associados como ae, ee, ss, etc.
Pouco depois da introdução na Europa "(...) da arte de imprimir, surgiu entre os impressores o costume de usarem, por baixo da indicação da sua acção na composição do livro, uma gravura com um emblema ou desenho, simbólicos da sua arte, do seu nome ou dos seus antepassados(...). O emprego de marcas distintivas, para se identificar a posse dos bens móveis, ascende a remota antiguidade - mesmo até aos tempos pré-históricos. Na Europa, as marcas de traficantes em fardos e em pacotes de mercadoria eram vulgares no séc. XIII e provavelmente já em época anterior. Fácil foi a transição da marca ou emblema de identificação de propriedade para a marca comercial que servia para determinar a origem dos produtos que eram objecto de comércio. Parece certo que os impressores adoptaram esta ideia de marca de fabrico."(*)
Actualmente, as empresas ou instituições são identificadas por logotipos, normalmente associados a um símbolo. Designamos com frequência de forma um pouco incorrecta este conjunto, de símbolo e logotipo, apenas por logotipo. Usado em correspondência e documentação diversa como forma de identificação, numa sociedade que é cada vez mais uma sociedade da "imagem" que dá cada vez mais importância à imagem, nos seus diversos sentidos, como forma fundamental de comunicação. Tranformou-se assim o logotipo no primeiro sinal de identidade de qualquer organização, revelando muitas vezes, para além da actividade de determinada empresa ou corporação, a própria filosofia da instituição, a sua mais profunda identidade, a sua marca.
François Juste, 1535
(*) MCMURTRIE, Douglas; "O Livro", Edição: Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa 1997. - Pág. 309.
"A palavra pictograma, é uma palavra hermética cuja compreensão não é espontânea, embora seja o símbolo de uma dimensão fascinante: o do mundo da pictografia, um sistema de comunicação conhecido no mundo inteiro que cria possibilidades de compreensão graças a simples signos gráficos, a símbolos de imagens que - ao contrário da palavra falada ou escrita - não conhece nenhuma barreira nacional (...) podemos dar-nos conta em que medida sinais simbólicos, sinais pictográficos, foram utilizados em todos os tempos para a transmissão visual de mensagens..."
Karl-Heinz Krug
Pintura rupestre na gruta de Pech Merle
(!) (:
Sinais de comunicação
A origem, dos pictogramas, tal como a entendemos nos dias de hoje, surge no início do séc. XX. A sua evolução acompanha a internacionalização da indústria e do comércio. Esta evolução que está intimamente relacionada com a intensificação da circulação dos transportes, como por exemplo, o automóvel, acontece como consequência da necessidade de internacionalização dos costumes, da "cultura do progresso", através de uma "língua" ou linguagem supranacional. É nessa época que surgem, os primeiros sistemas de sinais gráficos que no principio são ilustrações representativas, mas que rapidamente se transformam em símbolos gráficos simplificados - os pictogramas - os quais são indispensáveis actualmente, em diversas situações, como por exemplo em manifestações desportivas internacionais.
No próximo post podes observar como alguns desses exemplos, recolhidos no site oficial dos jogos olímpicos de Pequim, permitem compreender a importância da evolução da pictografia, assim como das pesquisas diacrónicas ou sincrónicas, para a concepção do design de pictogramas.
Pictogramas Olímpicos
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